CANCRO MOLE – DST – DIAGNÓTICO LABORATORIAL E DIFERENCIAL







Diagnóstico

  1. Clínico é realizado através dos sintomas apresentados pelo paciente.
  2. Laboratorial é realizado por exame direto: pesquisa da bactéria pelo método de Gram, a partir de esfregaços de secreção da lesão e por cultura, que representa o método diagnóstico mais sensível, porém de difícil realização pelas características do bacilo.

 

Diagnóstico diferencial

Deve ser realizado o diagnóstico diferencial das lesões do cancro mole com o cancro duro, herpes simples, tuberculose, donovanose e erosões traumáticas infectadas. Quando houver adenopatia, o diagnóstico diferencial deve ocorrer com as adenites piogênicas, linfomas, linfogranuloma inguinal e tuberculose.

Em média de 5% dos casos pode ocorrer também o cancro misto de Rollet (multietiologia com o cancro duro da sífilis).

O cancro mole da Hemophilus. ducreyi deve ser diferenciado principalmente com cancro da sífilis. Assim, seguem-se algumas diferenças na tabela abaixo:

 

Cancro Sifilítico

Cancro Mole

Período de incubação longo (21 a 30 dias) Período de incubação curto (1 a 4 dias)
Geralmente lesão única Geralmente lesões múltiplas
Erosão/exulceração Ulcerações
Borda em rampa Borda talhada a pique
Fundo limpo e liso fundo sujo, purulento e anfractuoso
Indolor Doloroso
Base dura Base mole
Involui espontaneamente sem deixar cicatriz não involui espontaneamente e cura com sequelas
adenopatia constante, indolor, múltipla, dura e aflegmásica adenopatia em 30 a 50% dos casos, dolorosa, unilateral, supurativa, fistulizante
FONTE: Http://www.hc.ufpr.br/acad/clinica_medica/dermatologia/cancromole.htm
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